AGU pede que STF reconsidere decisão sobre gravação citada por Moro; conteúdo abala governo

Desentendimento entre Paulo Guedes e Rogério Marinho, além de impropérios ditos por Abraham Weintreub contra ministros do STF integram o pacote de áudios e vídeos

BRASÍLIA – O Ministro Celso de Mello havia dado um prazo de 72 horas para que o Planalto entregasse ao Supremo, os vídeos e áudios da reunião ocorrida no dia 22 de abril entre o presidente Jair Bolsonaro, o vice-presidente, Hamilton Mourão, ministros e presidentes de bancos públicos. A reunião foi citada pelo ex-ministro Sérgio Moro em seu depoimento à Polícia Federal, no dia 2 de maio, em Curitiba.

Ocorre que, além da suposta pressão que o presidente Jair Bolsonaro teria feito sobre Moro para trocar o comando da Polícia Federal (PF), o vídeo também conteria o registro de um desentendimento entre os ministros da Economia, Paulo Guedes, e do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, informou nesta quinta o Correio Braziliense.

O desentendimento de Guedes e Marinho foi sobre gastos públicos para incentivar a retomada da economia após o fim da pandemia da coronavírus. Neste mesmo encontro, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, teria feito duras críticas ao ministro do STF, o que não é nenhuma surpresa, dada a sua verborragia aloprada.

A gravação está atualmente sob responsabilidade do secretário de Comunicação, Fabio Wajngarten. Citado pelo site Antagonista como o responsável por ter formatado o cartão de memória da reunião do dia 22, o chefe da assessoria especial da Presidência, Célio Faria Júnior, negou que tenha ficado com a gravação. “Não é da minha competência gravar, manter, ou trabalhar qualquer tipo de mídia na Presidência da República. Essa competência é da Secom (Secretaria Especial de Comunicação)”, disse.

 

 

 

 

Fonte: Painel Político

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